Diferentemente do Brasil que faz etanol de cana-de-açúcar, Estados Unidos usam o cereal, o que acaba interferindo na oferta de alimentos mundial
Agência Estado
A administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sinalizou pela primeira vez que reavalia a política nacional para etanol, depois que governos questionaram a necessidade de se misturar álcool à gasolina num momento de forte alta nos preços do milho. A seca que atinge a maior parte do país impulsionou as cotações do cereal nos últimos meses. O milho é a principal matéria-prima do etanol nos EUA.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) afirmou na segunda-feira que recebeu pedidos formais dos governadores do Arkansas e da Carolina do Norte para flexibilizar os padrões de energia renovável. A avaliação da EPA será feita nos próximos 90 dias e pode resultar na primeira suspensão ou redução das exigências de mistura de etanol à gasolina. O anúncio da EPA vinha sendo esperado, pois governadores se manifestaram publicamente na semana passada.
Neste ano, a EPA pediu que as refinarias misturassem 13 bilhões de galões (49,2 bilhões de litros) de etanol à gasolina. Desde 2005, o Congresso dos EUA determinou que o país reduzisse sua dependência do petróleo estrangeiro, aumentando gradualmente o consumo de combustíveis renováveis. A expectativa é de que em 2013 sejam utilizados 14 bilhões de galões.
Criadores de animais também pediram à EPA que revisasse a política para o etanol, criticando os elevados preços para ração animal. Pecuaristas disseram que produtores de etanol agravam o problema, pois consomem 40% da produção de milho do país. A indústria de etanol considera que atualmente consome menos de 26% e diz que provoca um impacto relativamente pequeno nos preços do milho.
Produtores de etanol estão confiantes em que o governo Obama possa manter o Padrão para Energia Renovável (RFS, na sigla em inglês). Da última vez que foi solicitada a revisão da política para etanol, em 2008, a EPA se recusou a fazê-la, dizendo que os Estados precisariam provar “graves prejuízos”. As informações são da Dow Jones.





















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