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2 de janeiro de 2012
Ano começa com chuva no Sudeste; estiagem prossegue no Sul

Previsão é de que na primeira quinzena de janeiro seja mantido o padrão de chuvas de dezembro

Agência Estado

O ano novo começa com chuvas concentradas no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, de acordo com previsão da Somar Meteorologia.

Na primeira quinzena do ano o padrão de chuvas não muda muito em relação ao observado ao longo do mês de dezembro. As frentes frias associadas à umidade da Amazônia causam chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e no Norte do Brasil.

No Sul e no Nordeste, a primeira quinzena de janeiro será de pouca chuva e forte calor. “No Sul, o tempo segue seco e a temperatura volta a se elevar no decorrer da semana, o que contribui para agravar ainda mais a condição da estiagem, principalmente no interior e oeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina”, afirma Paulo Etchichury, sócio diretor da Somar.

Em Mato Grosso do Sul, que também sofre os efeitos da falta de chuva em dezembro, a primeira semana do ano será seca, porém para a segunda semana há pelo menos a previsão de algumas instabilidades e chuvas isoladas, mas alternadas com períodos de sol e forte calor.

No Nordeste brasileiro, incluindo a região produtora do Maranhão, Piauí, e Bahia, o ano começa com chuvas, que tendem a diminuir a partir da segunda semana de janeiro, quando essa região deve enfrentar um período de pouca chuva.

No final de 2011, chuvas beneficiaram principalmente Mato Grosso do Sul e São Paulo. No Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul as precipitações foram irregulares e mal distribuídas e insuficientes para reverter a estiagem dos últimos meses.

O interior (sul e oeste) do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná praticamente não tiveram chuvas e a condição da estiagem nessas regiões se agravou ainda mais.

Na contramão, Minas Gerais sofre os efeitos de um dezembro extremamente chuvoso. A última semana do ano também foi de boas chuvas no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso, além dos Estados da Região Norte do Brasil que vivem sua estação chuvosa.

A frente fria do final do ano também causou chuvas nas áreas de soja, milho e algodão do oeste da Bahia, sul do Piauí, sul do Maranhão e no Tocantins.

Nas regiões agrícolas da Argentina e do Paraguai, o ano começa seco. Porém, partes do Paraguai foram beneficiadas com chuvas na virada do ano.

Os maiores volumes de chuva foram registrados mais na parte norte. Mas nas principais áreas agrícolas do leste e sul do país as chuvas foram em pequeno volume, irregulares e insuficientes para reverter a situação da estiagem vivida desde dezembro.

A partir da segunda semana de janeiro há previsão de algumas instabilidades e chuvas isoladas, mas que dificilmente terá volume suficiente para reverter o quadro da estiagem observada desde dezembro no Paraguai.

Para a primeira semana do ano não há previsão de passagem de frente fria. Com isso, o tempo segue seco, com forte calor sobre a Argentina.

Inclusive a tendência para o país é de que pelo menos na primeira quinzena de janeiro, o tempo continue seco e com forte calor, o que já começa a afetar o desempenho das lavouras de milho e soja.

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