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10 de agosto de 2012
Avicultura gaúcha perde R$ 18 milhões com greve de fiscais agropecuários

Impacto da retenção de cargas também afeta a suinocultura

Agência Estado

Com cinco dias de greve dos fiscais agropecuários, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) calcula um prejuízo R$ 18 milhões com a retenção de cerca de 200 contêineres para exportação. A estimativa sequer considera gastos de logística, como o aluguel dos contêineres, informa José Eduardo Santos, diretor executivo da entidade. Santos afirma que as perdas serão maiores, porque as agroindústrias não têm mais onde estocar a produção. Os abates já foram reduzidos em 20%.

O movimento também é sentido na suinocultura. Prejudicados na semana passada pela greve dos caminhoneiros, a cadeia produtiva mal havia iniciado o reequilíbrio dos estoques, com o escoamento das cargas retidas, e enfrenta novas dificuldades de exportação. Rogério Kerber, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos no RS (Sips), avalia que os abates recuaram 20%. “Se a situação não se resolver até o meio da próxima semana, haverá uma redução drástica dos abates”, disse Kerber, apostando em recuo de mais de 50%.

O executivo diz que o gargalo está na forma como das liberações pelos fiscais. Como precisam manter 30% do trabalho, fiscalizam 30% nas plantas. Na hora de fazer a liberação nas áreas de embarque, entretanto, o volume a ser despachado afunila mais uma vez. A preocupação é que os atrasos nos embarques levem a um cancelamento de pedidos, gerando um prejuízo ainda maior. A suinocultura ainda não sabe quantificar os prejuízos até agora.

Para a delegacia estadual do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, o Rio Grande do Sul tem 287 mil toneladas de cargas em pontos de trânsito, o equivalente a R$ 369 milhões em mercadorias. Além disso, 1,4 mil processos também estão represados.

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