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	<title>Sou Agro &#187; Brasil Agro</title>
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		<title>O cafezinho de cada dia</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 15:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sou Agro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O consumo per capita registrou uma evolução de 2,10% em relação ao período anterior</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline;">Lívia Andrade</span></p><p>Até pouco tempo atrás, café de qualidade era sinônimo de café 100% arábica, sendo que café robusta (ou conilon) estava associado a um produto inferior, destinado à indústria de solúvel. Tal diferença era visível nos preços: nos últimos 13 anos, a saca dos grãos da primeira espécie quase sempre registrou um ágio em relação à segunda. No momento, no entanto, a cotação dos dois tipos de café está bem próxima, o que levanta uma série de perguntas. Se o preços continuarem no mesmo patamar, será que as indústrias substituirão a porcentagem de robusta nos blends por arábica? Como isso repercutiria porteira adentro?</p><p>Por enquanto, tudo não passa de conjecturas. Prever o cenário é difícil, uma vez que as cotações de café dependem da demanda, que está baixa devido à crise na Europa. Mas o contexto traz à tona a discussão sobre a qualidade das duas espécies. De fato, o café arábica bem cuidado em todo o processo do plantio à xícara está associado a uma bebida de excelente padrão. Mas nos últimos anos, uma série de pesquisas e mudanças no processo de beneficiamento tem aumentado a qualidade do café robusta. No Espírito Santo, maior produtor de conilon do Brasil, muitos cafeicultores estão usando o método conhecido como “cereja descascado”, conceito já usado no árabica, que consiste na separação dos grãos maduros (cereja) dos verdes, retirada da casca e secagem ainda com a mucilagem.</p><p>Tais cuidados resultam em uma bebida de maior qualidade. A chancela é a mudança das normas técnicas do Programa de Qualidade do Café da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). “Até o ano passado, para um café ser considerado gourmet ele tinha que ser 100% arábica. Hoje o produto pode ser blendado com robusta, desde que atinja a nota global mínima &#8211; ou seja, esteja acima de 7,3 &#8211; para se enquadrar na classificação”, explica Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic. Outra prova é a utilização de robusta pela Nespresso, marca premium da Nestlé considerada por muitos a Louis Vuitton do café.</p><p>O café robusta recebe esse nome por ser uma planta mais resistente a intempéries climáticas. Em termos gerais, ele costuma ter mais corpo, amargor e o dobro de cafeína que o arábica. Mas é preciso cautela para julgar: nem todo robusta e nem todo arábica têm qualidade. No setor, há até um jargão: “Melhor um bom conilon do que um arábica de varreção”. Em outras palavras, antes escolher um café robusta do que um arábica cujos grãos caíram no solo, se misturaram com a terra, começaram um processo de oxidação e depois foram varridos, ajuntados e seguiram para comercialização. Da mesma forma, um conilon ruim pode afugentar o consumidor. “Um dos problemas é que alguns cafeicultores secam o robusta muito rápido, o que deixa o café com cheiro de fumaça”, diz Carlos Brando, sócio da P&amp;A Marketing Internacional, consultoria especializada em agronegócio.</p><p>No Brasil, a porcentagem de robusta nos blends saiu de 2% em 1993 para 40% nos dias atuais, o que tem sido positivo porque permitiu níveis de preços compatíveis com a renda do brasileiro. “E o consumidor não percebeu alterações na qualidade. Prova disso é que o consumo de café tem crescido 3% ao ano”, diz Herszkowicz. Segundo Brando, quando a indústria faz blend com o robusta não significa que está querendo fazer um produto mais barato. “Cada café tem uma característica interessante. O robusta, por exemplo, tem mais corpo”, diz o consultor.</p><p>Independentemente do tipo de café, o fato é que o brasileiro está consumindo cada vez mais a bebida. Segundo a Abic, o consumo anual per capita saltou de 2,71 quilos de café torrado em 1990 para  4,98 quilos de café torrado, o equivalente a quase 83 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 2,10% em relação ao período anterior. A chegada de pesos pesados como Nespresso e Starbucks tem sua dose de contribuição. As duas gigantes aterrissaram em território nacional em 2006 e têm atraído um público mais jovem, que antes não frequentava o ambiente. Em sete anos, a Starbucks abriu 55 lojas e a Nespresso, que ainda comercializa as máquinas de expresso para uso doméstico, 12 unidades em território nacional. E o segmento continua crescendo com redes nacionais como Fran’s Café, Café Suplicy, Santo Grão e Café do Ponto, entre outras.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Flores, um mercado em ascensão</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 18:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Agro]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Entrada de grandes redes de supermercados como canais de distribuição catalisa crescimento do setor</p>
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				<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="text-decoration: underline;">Lívia Andrade</span></p>
<p>Orquídeas, violetas, cactos, suculentas e ráfia são alguns exemplos de flores e plantas que o consumidor encontra nas prateleiras dos supermercados hoje em dia. Mas nem sempre foi assim. A entrada das grandes redes varejistas no setor começou há uma década, quando alguns supermercados resolveram apostar em flores, apostando em um retorno por metro quadrado bastante significativo.</p>
<p><a href="http://souagro.terra.com.br/wp-content/uploads/2013/04/flores.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-30530" alt="Alf Ribeiro" src="http://souagro.terra.com.br/wp-content/uploads/2013/04/flores.jpg" width="559" height="419" /></a></p>
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<p>E estavam certos. De lá para cá, os supermercados só têm aumentado o volume de compra, o que barateia o preço do produto na gôndola e atrai novos clientes. Nas lojas do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, as vendas do segmento aumentaram 50% nos últimos três anos. “As flores ficam localizadas na entrada das lojas e se tornaram nosso cartão de visitas”, diz Rodrigo Silverio, gerente comercial de flores do grupo.</p>
<p>O ingresso do varejo supermercadista no segmento repercutiu em ganho de musculatura na floricultura nacional. O número de pontos de venda aumentou, consequentemente uma maior gama de pessoas passou a ter acesso ao produto. “Atingimos um público que não conseguíamos antes. Pessoas das classes sociais mais baixas, que evitavam entrar numa floricultura por se sentirem intimidados, ou por vergonha”, diz Elisabete Raimundo, do setor de marketing da Veiling Holambra, cooperativa de produtores que é o maior centro de comercialização de flores e plantas ornamentais da América Latina.</p>
<p>O benefício para os produtores foi a estabilização da demanda, o que facilita a manutenção da plantação e resulta em maior qualidade e durabilidade do produto. “Antes as pessoas só compravam flores em datas comemorativas e enterros, mas os supermercados expõem o consumidor ao impulso da compra”, explica Silvia Van Rooijen, presidente da Câmara Setorial Federal de Flores e Plantas Ornamentais. O perfil do comprador de flores nas redes varejistas é diferente daquele que procura uma floricultura. “ Nos supermercados, as pessoas compram vasos para si, enquanto na floricultura estão buscando arranjos, algo diferente e bem embalado para presentear alguém”, diz Kess Schoemaker, presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).</p>

<div id="attachment_30531" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://souagro.terra.com.br/wp-content/uploads/2013/04/gerb.jpg"><img class="size-full wp-image-30531" alt="Alf Ribeiro" src="http://souagro.terra.com.br/wp-content/uploads/2013/04/gerb.jpg" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Produção de gérberas em Holambra, SP</p></div>

<p>Independentemente do canal, o fato é que o número de pontos de vendas aumentou. Segundo o Ibraflor, hoje há 21.410 estabelecimentos que comercializam flores e plantas espalhados pelo território nacional. Tais dados, aliados ao aumento do poder aquisitivo da população brasileira, explicam por que o consumo per capita de flores passou de R$ 14 para R$ 23 no ano passado. Em termos de vendas, o setor movimentou R$ 4,5 bilhões só em 2012. Nos últimos 10 anos, o mercado de flores cresceu entre 10% e 15% por ano, porcentagem significativa considerando que o PIB no mesmo período teve um aumento anual de 2 a 5%.</p>
<p>E há ainda muito espaço para crescer. Prova disso é que os produtores – cerca de 7.600 em todo Brasil – estão privilegiando o mercado interno e deixando as exportações um pouco de lado. A Veiling, que é uma das principais fornecedoras das redes varejistas, investiu no incremento de seus leilões diários. Na última quarta feira, a cooperativa inaugurou a Tv de led de 17 metros de largura por 5 metros de altura adquirida para facilitar que seus compradores, que disputam lotes em igualdade de condições, visualizem os produtos ofertados nos pregões. Os leilões acontecem de segunda à sexta-feira e chegam a receber cerca de 300 clientes por dia. A cooperativa ainda opera a tecnologia Klok, um sistema que permite que os clientes deem lances futuros para produtos que serão comercializados no dia seguinte, e intermedia a comercialização entre produtores e compradores. Por dia, a Veiling chega a atender 550 clientes.</p>
<p>Gargalos</p>
<p>A questão da logística é um dos aspectos que precisa ser melhorado para que as flores e plantas cheguem ao ponto de venda com qualidade. “Orientamos o nosso comprador a transportá-las em caminhões refrigerados”, diz Elisabete. Mas nem todos seguem a recomendação. O próprio grupo Pão de Açúcar, referência na comercialização de flores, não usa refrigeração. “Do momento em que o produtor colhe, a flor chega em 36 horas em São Paulo”, explica Ricardo Sales, gerente do centro de distribuição de flores do Grupo.</p>
<p>Outro problema corriqueiro é a falta de zelo dentro das lojas. Flores e plantas são produtos perecíveis que precisam de tratamento específico. “Onde a flores são bem cuidadas, as vendas são interessantes”, diz Silvia. Não por acaso, no momento, a Veiling está treinando funcionários do Pão de Açúcar quanto aos cuidados necessários para garantir a qualidade e durabilidade das plantas. “De acordo com a produto, damos uma espécie de check-list : quantas vezes regar, a quantidade de água que deve colocada etc.”, explica Elisabete.</p>
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		<title>Tomate: vilão ou não?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 17:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Entenda por que o fruto está tão caro e sua contribuição na composição do índice de inflação</p>
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				<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="text-decoration: underline;">Lívia Andrade</span></p>
<p><a href="http://www.souagro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/11.jpg"><img title="-1" alt="" src="http://www.souagro.com.br/wp-content/uploads/2013/04/11.jpg" width="588" height="378" /></a><br />Nos últimos 12 meses, o tomate registrou uma alta de 150%, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na capital paulista, há supermercados vendendo o quilo por R$ 12. O reflexo do boom dos preços aparece de várias formas. Na fronteira do Brasil com a Argentina, a Polícia Federal apreendeu 700 quilos de tomates que vinham ilegalmente do país vizinho, e a importação de polpa da China cresceu 300% no primeiro bimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2012. Já tem cantina italiana boicotando o fruto, em alguns restaurantes está faltando tomate na salada e as piadas na internet sobre o preço do produto se tornaram viral. Mas afinal, você sabe por que o tomate está tão caro?</p>
<p>O preço do anfitrião das saladas começou a subir na segunda quinzena de fevereiro por conta das chuvas de verão no Estado de São Paulo. O excesso de umidade favoreceu a entrada de doenças causadas por fungos e bactérias, o que acarretou em perdas. Consequentemente, os comerciantes começaram a comprar o fruto de Santa Catarina, para abastecer o mercado paulista. A situação piorou no início de março, quando as chuvas torrenciais assolaram Petrópolis e Teresópolis, cidades do polo produtor de tomates do Rio de Janeiro. O resultado foi a escassez da oferta e um novo reajuste nos preços. “Estou há mais de 30 anos no ramo e nunca vi uma situação tão absurda”, diz o comerciante Mário Pedro Feliciano, diretor da empresa de hortifrutigranjeiros Elo Fruti. “Os preços permanecem altos há 60 dias”, afirma.</p>
<p>Mas daí a afirmar que o tomate é o vilão da inflação há uma enorme distância. A inflação é calculada de acordo com uma cesta de produtos e serviços nas principais metrópoles do país. O índice leva em conta gastos com alimentação, transporte, comunicação, despesas pessoais, vestuário, habitação, saúde e artigos de residência. “O tomate compromete 0,20% da renda das famílias”, afirma André Braz, economista da FGV. “Existem outros itens que pesam muito mais, como o arroz, o feijão e as carnes, porque o consumidor tem pouca margem para substituí-los”, explica Braz.</p>
<p><strong>Razões para o aumento</strong></p>

<div id="attachment_30511" class="wp-caption alignnone" style="width: 561px"><a href="http://souagro.terra.com.br/wp-content/uploads/2013/04/colheirta.jpg"><img class="size-full wp-image-30511" alt="Alf Ribeiro" src="http://souagro.terra.com.br/wp-content/uploads/2013/04/colheirta.jpg" width="551" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">Chuvas e área plantada menor neste ano são fatores do aumento do preço</p></div>

<p>A fama de vilão se deve à magnitude do aumento: 150% em 12 meses. Se a base do cálculo for os primeiros meses do ano, a porcentagem pode chegar a 300%. No entanto, é preciso lembrar que no verão, por conta das chuvas, o fruto normalmente registra um aumento de preço. E a alta além do habitual se deve a uma série de fatores: os problemas climáticos já mencionados; a redução da área plantada, como reflexo dos preços baixos na última safra, que desestimularam muitos produtores; e o aumento do custo da mão de obra.</p>
<p>No ano passado, houve uma supersafra do fruto. O excesso de oferta derrubou os preços a tal ponto que o quilo do tomate chegou a ser vendido entre R$ 1 e R$ 1,50, valor abaixo do custo de produção, que era de R$ 2 o quilo. A situação causou endividamento e muitos agricultores resolveram reduzir a área plantada. “Ao contrário das commodities, em horticultura não há mecanismos de proteção de preços. No momento em que o produto é colhido, ele tem que ser imediatamente comercializado, independente dos preços vigentes”, explica João Paulo Bernardes Deleo, analista de mercado do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP .</p>
<p>Com oferta menor, o preço do tomate cresceu. Somando-se a isso, o mercado de trabalho está aquecido e há muitas vagas nas cidades. “Hoje ninguém mais quer trabalhar na roça. Trabalhar na indústria dá mais status e quem fica no campo está cobrando mais caro”, afirma Feliciano, da Elo Fruti. O custo de mão de obra porteira adentro subiu entre 20% e 30%. A boa notícia é o início da colheita da safra de inverno de tomate no Estado de São Paulo, que deve pressionar os preços para baixo. Mas dificilmente o fruto irá voltar aos preços praticados no mesmo período do ano passado (R$ 3 o quilo) por causa do aumento do custo do trabalhador rural.</p>
<p>Engana-se quem pensa que os produtores de tomate estão rachando de ganhar dinheiro neste ano. O fruto é uma cultura de ciclo curto e o lucro vai depender da produtividade, que é diretamente afetada pelas variações climáticas. “Portanto, mesmo com os preços bastante elevados, o agricultor pode estar tendo prejuízo, caso tenha tido produtividade muito baixa”, diz Deleo. Além disso, muitos deles estão endividados e vão usar o ágio para equilibrar as contas.</p>
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		<title>Canal direto</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 17:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Agro]]></category>
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		<category><![CDATA[Vitrine na home page]]></category>
		<category><![CDATA[agroquímico]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A importância da comunicação da indústria de insumo com o produtor</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Lívia Andrade<br /><br />Nos dias atuais, as informações espalham em questão de segundos. Nas redes sociais, basta um clique em compartilhar e você disponibiliza o conteúdo para todo o seu rol de amigos. Mas quando o assunto é agroquímicos, o modo de se comunicar é outro. O motivo é simples: os agroquímicos, também chamados de defensivos agrícolas ou agrotóxicos, são produtos usados na agricultura para defender a plantação de ervas daninhas, fungos e insetos. São remédios para as plantas e por isso precisam de prescrição de um engenheiro agrônomo para ser comprados. Este profissional vai indicar o defensivo apropriado para aquela determinada situação, qual a quantidade e a periodicidade das aplicações, bem como lembrar ao agricultor da obrigatoriedade do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) no momento de aplicar o produto.<br /><br />Hoje, a indústria tem três maneiras de se comunicar com o agricultor. A primeira é por meio dos engenheiros agrônomos de revendas agrícolas e cooperativas. A segunda é através da propaganda veiculada em publicações direcionadas ao produtor. A terceira é por meio de palestras e folders informativos distribuídos em Dias de Campo e feiras agrícolas. Desde os anos 90, quando o governo Collor extinguiu a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), a propaganda cresceu em importância para setor. “Antes era a Embrater que levava as novas tecnologias para o produtor. Hoje quem faz este papel é a indústria e a propaganda é uma ferramenta”, diz Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional da Defesa Vegetal (Andef), entidade que congrega as empresas do setor.<br /><br />Defensivo Agrícola é insumo, matéria prima que combinada com semente e adubo leva a uma produção. É através da propaganda que a indústria informa qual a época que o produto deve ser usado, em qual quantidade, qual o tempo de carência, ou seja, quanto tempo após a aplicação o agricultor precisa esperar até colher o alimento, etc. Estes cuidados são fundamentais, porque o que faz o veneno é a dosagem não é o princípio ativo. O agroquímico é como remédio: na dose certa cura a planta, mas uma superdosagem pode matá-la. Outro perigo é o mau uso do produto. Trabalhadores que não usam EPIs na apliacação e agricultores que não respeitam o tempo de carência. Não por acaso, as propagandas de defensivos agrícolas têm uma rígida regulamentação: as leis federais 7.802/89 e 9.294/96 e o anexo R do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que trata exclusivamente de agroquímicos.<br /><br />A indústria não tem o objetivo de esconder os riscos. Pelo contrário, as embalagens trazem a faixa amarela com a caveira, indicativo de produto e tóxico. “Se você não contar a verdade para o seu público o comercial não sobrevive, por que não há criatividade no mundo que sustente uma inverdade”, diz Flávio Conti, diretor-geral da DPZ.  As leis restringem a propaganda a revistas voltadas ao agricultor. As indústrias anunciam de acordo com a sazonalidade da cultura naquela região. A necessidade ou não do uso de agroquímico e a época de aplicação varia de acordo com a localidade. O Rio Grande do Sul tem um tempo que é diferente do Mato Grosso. Mas o produtor só vai comprar o produto, se precisar, uma vez que isto implica em aumento de custo de produção. A propaganda ajuda o agricultor a se informar e comparar os produtos, mas a compra só é feita mediante prescrição agronômica. Na ponta final quem se beneficia é o consumidor, porque agricultor bem informado faz o uso adequado dos agroquímicos, colhe o alimento no tempo certo e põe na mesa um produto seguro para toda a família.</p>
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		</item>
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		<title>O episódio se repete</title>
		<link>http://souagro.com.br/o-episodio-se-repete/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 17:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Agro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine na home page]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[logística]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Falta de infraestrutura logística prejudica a comercialização da safra, ameaça o preço dos alimentos e a balança comercial brasileira</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Cristina Rappa e Lívia Andrade<br /><br />O paulista que aproveitou o feriado prolongado de Páscoa para ir para a praia sofreu com os congestionamentos na rodovia Cônego Domênico Rangoni, principal via de acesso da capital do Estado ao Guarujá e Bertioga. O problema dessa vez não foi apenas o excesso de veículos nas vésperas de feriado, mas os mais de 3 mil caminhões carregados de grãos que ocupavam pelo menos uma faixa da rodovia, esperando para desembarcar nos terminais do porto de Santos. A mesma cena tem se repetido nas proximidades do porto de Paranaguá, no Paraná.</p>
<p>O Brasil está colhendo uma safra recorde de grãos. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é 183,6 milhões de toneladas, 11,3% a mais que o ciclo anterior. Só de soja, o Brasil deve colher mais de 84 milhões de toneladas, em um aumento de 27% em relação à safra passada, segundo estimativa da consultoria Agroconsult.</p>
<p>A notícia deveria ser comemorada, mas a falta de infraestrutura logística transforma o aumento da produtividade em um problema. O gargalo é a dependência dos portos do Sul e Sudeste para o escoamento dos grãos provenientes da região centro-oeste. Caminhões carregados de soja ou milho têm que percorrer cerca de 2 mil km até chegar a Santos ou Paranaguá, portos que respondem por 80% das exportações brasileiras de grãos. A rota ideal seria por meio das regiões Norte e Nordeste pelo Arco Norte, que compreende portos desde Porto Velho (RO) até o sistema São Luís (MA). “O problema é a lentidão e a burocracia no andamento das obras de infraestrutura”, diz Cid Sanches, gerente de planejamento da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja).</p>
<p>O apagão portuário é uma tragédia anunciada. Há mais de uma década, representantes do agronegócio e do setor industrial vêm reivindicando investimentos em logística. O episódio recente da fila de mais de 30 quilômetros de caminhões carregados de grãos esperando para descarregar em Santos é a prova de um descaso que não se resume às estradas: no mar, uma fila de cerca de dezenas de navios esperando a vez para embarcar os grãos.</p>
<p><strong>Balança comercial e inflação</strong></p>
<p>Essa situação não aborrece apenas os cidadãos paulistas ou paranaenses que desejam descansar na praia no feriado. Ela ameaça contratos de exportação e a própria balança comercial, encarece a soja brasileira em comparação com o produto dos Estados Unidos e da Argentina, nossos principais concorrentes nessa área, faz pressão sobre o preço do frete e dos alimentos, e inibe o próprio crescimento da produção de grãos, que, por sua vez, poderia pressionar o preço dos alimentos para baixo.</p>
<p>A Anec &#8211; Associação Nacional dos Exportadores de Cereais calcula que o escoamento da soja brasileira custe US$ 70 por tonelada a mais para ser escoada do que nos EUA. Como o País vai exportar 40 milhões de toneladas de soja e 18 milhões de toneladas de milho, a entidade chegou a US$ 4 bilhões de prejuízos aos produtores em função do caos logístico.</p>
<p>As dificuldades para escoar a produção de grãos tornaram incerto o cálculo das exportações brasileiras, que poderiam reduzir o déficit da nossa balança comercial, de US$ 5,5 bilhões até março, o maior registrado em um primeiro trimestre desde 1993, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio.</p>
<p><strong>Credibilidade em cheque</strong></p>
<p>Os atrasos no carregamento deram margem para a chinesa Sunrise ameaçar o cancelamento de 10 navios de soja que deveriam ter chegado à China, o que a levou a conseguir renegociar os preços da oleaginosa. De qualquer maneira, há mais um prejuízo evidente: a situação logística coloca em xeque a credibilidade do Brasil. A Sunrise, por exemplo, argumentou que irá comprar soja da Argentina, porque eles cumprem o prazo de entrega. Detalhe: hoje a China é a maior compradora de soja do Brasil.</p>
<p>A ironia é que a solução para o caos logístico é de domínio público. Há pelo menos cinco anos, Luiz Antônio Fayet, consultor de logística da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), vem batendo na tecla da urgência da necessidade de ampliação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), que fica no porto de Itaqui (MA). O entrave foi a demora na licitação, os vencedores foram anunciados no final de 2011 e até 2020 o terminal deve aumentar sua capacidade para 19 milhões de toneladas.</p>
<p>A localização geográfica é uma das vantagens competitivas do Tegram. Um navio que parte de Santos leva de 17 a 18 dias para chegar à Europa. Saindo de Itaqui, o trajeto leva entre 13 e 14 dias. Por isso, o objetivo é escoar a produção de grãos via portos do Norte e Nordeste, mais próximos dos mercados consumidores dos nossos grãos, e deixar os portos do Sul para exportação de produtos mais elaborados. Outro terminal portuário que promete dar um alívio na logística brasileira é o de Outeiro, localizado a 20 quilômetros por água do porto de Belém. Trata-se de um projeto audacioso com quatro terminais para grãos, totalizando uma capacidade de 18 milhões de toneladas. A obra está sob o comando da Companhia das Docas do Pará (CDP), os vencedores da licitação deveriam ter sido divulgados no início deste ano. De qualquer forma, a previsão de entrega da construção é 2014.</p>
<p>Mas há ainda outro empecilho: os corredores de acesso &#8211; rodovias, ferrovias e hidrovias &#8211; necessários para que a produção de grãos do centro-oeste chegue até os portos do Arco Norte. “A ferrovia Norte Sul está indo bem até Itaqui; o problema são os ramais, como o que vai chegar até Belém”, diz Sanches, da Aprosoja. No caso da BR 163, que vai ligar Cuiabá a Santarém, a estrada está boa até Novo Progresso, no Sul do Pará. De lá até Miritituba (PA), cidade às margens do rio Tapajós de onde a produção pode escoar por barcaça, as obras estão atrasadas. O mesmo se repete com as obras da BR 152, a Belém Brasília, e da BR 158, que corta o Brasil de norte a sul.</p>
<p>Isto sem falar nas hidrovias. Os US$ 4 bilhões que a Anec calculou de prejuízo causado pela deficiência da logística atual poderiam ser investidos em uma hidrovia, com uma saída ao norte, agilizando e barateando as exportações. Ou ajudando a levar milho para as aves e o gado nordestino, que morrem de fome em um ano de seca acentuada como este. A situação, além de triste, acentua a miséria no sertão nordestino e encarece o preço da carne bovina e de frango.</p>
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		<title>De olho na origem</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 17:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Verificar a procedência dos alimentos é medida-chave no momento de escolher o que comprar</p>
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				<content:encoded><![CDATA[
<p>Lívia Andrade</p>
<p>Nos últimos meses, uma série de reportagens deixou o brasileiro preocupado com aquilo que come. A primeira delas foi a notícia de carne de cavalo sendo vendida como carne bovina na Europa. A segunda foi veiculada no &#8220;Fantástico&#8221; e abordava os maus tratos com os animais e falta de higiene em abatedouros legalizados.</p>
<p>Tais fatos provocam uma reação, muitas vez, de total descrédito com a indústria de alimentos. “Hoje há frigoríficos de ponta, com qualidade excelente e auditorias quase semanais, mas há abatedouros municipais e estaduais que nem sempre são fiscalizados”, diz Fernando Sampaio, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que reúne dez empresas, que juntas respondem por 90% da exportação de carne bovina do Brasil.</p>
<p>Por ano são abatidas 40 milhões de cabeças de gado em território nacional. Metade é inspecionada pelo governo federal e recebe o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), a outra parte deveria ser fiscalizada por governos estaduais e municipais, o que nem sempre acontece. “Todas as empresas filiadas da Abrafrigo têm inspeção federal, a única que funciona plenamente no Brasil. E neste caso há rigor absoluto de higiene e inspeção sanitária”, diz Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).</p>
<p>Segundo a denúncia do Fantástico, 30% da carne bovina brasileira não tem fiscalização. No entanto, é preciso lembrar que a maior parte (70%) segue o arcabouço de normas e padrões exigidos não só pelas leis brasileiras, mas também pelas leis dos países importadores.  “A indústria organizada tem acordos com ONGs, clientes e bancos financiadores”, diz Sampaio.</p>
<p>É o caso do JBS Friboi, maior frigorífico da carne bovina do mundo, que no momento está com uma propaganda televisiva com o ator Tony Ramos mostrando a garantia de origem e qualidade de sua carne. Isto é o que se chama de rastreabilidade, quando a indústria tem o controle de todo o histórico, desde o nascimento do animal até a carne pronta para o consumo.</p>
<p>Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostra que um a cada quatro consumidores está atento a informações dos rótulos dos produtos. “Isto não quer dizer ele está atrás da origem”, diz João Paulo Amaral, pesquisador do Idec. Antecipando-se a esta demanda, o Mc Donald’s no início deste ano lançou a campanha “Além da Cozinha”, que tem por objetivo mostrar a qualidade e origem de seus ingredientes. A campanha teve investimento proporcional ao lançamento de um produto e será veiculada o ano todo em mídias online e TV.</p>
<p>O hambúrguer foi o primeiro a ganhar uma propaganda, que pode ser acessada no site <a href="http://www.alemdacozinha.com.br" target="_blank">www.alemdacozinha.com.br</a>. A peça mostra que a carne é procedente de gado nelore, criado a pasto em propriedades preocupadas com o meio ambiente e que prezam pelo bem estar animal e pelas condições de trabalho de seus funcionários. O rebanho tem alto padrão de genética e segue normas rígidas de manejo e sanidade. “Nossa preocupação é gerenciar toda a cadeia de alimentos”, diz Gustavo Faria, gerente de Supply Chain do Mc Donald´s.</p>
<p>Hoje a rede, que recebe 2 milhões de clientes por dia, tem 20 frigoríficos cadastrados para fornecer carne para as três unidades de fabricação de hambúrguer. Essas plantas têm auditorias anuais e seguem o protocolo Mc Donald´s de fabricação, que está atrelado a várias certificações internacionais reconhecidas pelo Global Food Safety Initiative (GFSI), iniciativa dos varejistas para reconhecer as boas práticas de segurança alimentar.</p>
<p>O fato é que há muitas empresas idôneas no país. Basta o brasileiro se informar e escolher bem na hora de comprar sua carne. “Todos os estabelecimentos de varejo estão obrigados a afixar nas suas paredes uma informação para o público que contenha o nome do fornecedor, número do SIF, Estado, etc.”, diz Salazar.</p>
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		<title>Agro segura as contas do País em tempos de crise</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2013 17:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Em janeiro, exportações do setor subiram 14,7%, representando 41,2% das vendas do País</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Redação</p>
<p>A balança comercial brasileira vem registrando resultados fracos em razão dos efeitos da crise internacional sobre as exportações, segundo o governo. Mas as vendas externas do agro são exceção à regra. Enquanto o comércio de petróleo e de produtos industrializados está em queda, a pauta de exportações dos produtos agrícolas está em franca ascensão. Em janeiro, quando a balança global teve o maior déficit da história, de US$ 4,035 bilhões, a agrícola sustentou superávit de US$ 5,12 bilhões.</p>
<p>As vendas do setor, que subiram 14,7%, representaram 41,2% das exportações do País. Com poucas exceções, o comércio dos produtos cresceu na casa de dois dígitos e de até três dígitos. Mas, na avaliação de exportadores, o País tem o desafio de equilibrar as vendas externas de industrializados para não depender só das commodities. Para isso, é necessário investir em barateamento do custo de produção, na qualificação de mão de obra e em infraestrutura de transporte.</p>
<p>De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em janeiro as vendas do milho, que liderou o crescimento das exportações agrícolas, aumentaram 327,5% e as do álcool registraram elevação de 216,3% em comparação ao mesmo mês do ano passado. As exportações de açúcar aumentaram 48,4% e as de carne bovina, 29,2%. O complexo soja (farelo, óleo e grãos), que no ano passado vendeu bem, foi um dos itens a registrar queda em janeiro deste ano.</p>
<p>As exportações passaram de US$ 953 milhões para US$ 373 milhões, recuando 60,9%. O setor produtivo alega que em 2012 a quebra de safra nos Estados Unidos e a demanda aquecida ajudaram a alavancar os preços e as vendas. Em 2013, as cifras não devem ser tão elevadas, mas há expectativa de um bom desempenho.</p>
<p>Segundo projeção da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), este ano as exportações da soja em grão devem ficar em US$ 22 bilhões, com crescimento de 25% ante 2012. Para o vice-presidente da entidade, Fábio Martins Faria, o agro “sem dúvida é uma vocação” do Brasil. “Temos terras agricultáveis e tecnologia com ganho de produtividade muito grande. O ruim é não termos a mesma eficiência na exportação de produtos industrializados”, diz ele, que defende investimentos em infraestrutura a fim de garantir competitividade.</p>
<p>Ele reivindica ainda melhoria na qualificação da mão de obra, barateamento de insumos e redução da carga tributária para alavancar as exportações da indústria brasileira. “A gente está ficando para trás. Não está conseguindo virar essa página. Os países asiáticos e o México, por exemplo, têm um desempenho melhor”, afirma.</p>
<p>Na avaliação de Faria, os resultados de investimentos anunciados pelo governo federal em rodovias, ferrovias e portos serão demorados. “Será um lapso de tempo muito elevado”, diz. Faria afirma que o agro também se beneficiaria de uma infraestrutura de transportes mais moderna e eficiente, já que atualmente o escoamento da produção é o seu principal gargalo. “A logística de escoamento da soja, do milho, ainda depende do caminhão. O custo do transporte interno é muito elevado”, diz.</p>
<p>O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, concorda que a infraestrutura de transporte para a produção agrícola deixa a desejar. “Se houvesse mais eficiência, a gente conseguiria contribuir muito mais [para as exportações brasileiras]”, comenta. Ele dá o exemplo da soja, despachada de caminhão de Sorriso (MT) para o Porto de Paranaguá (PR), que fica a 2 mil quilômetros.</p>
<p>“Por causa das dificuldades, do estado ruim das rodovias, o frete acaba saindo caro, a R$ 290 a tonelada”. Para se ter uma ideia, a projeção de safra da Aprosoja Brasil para 2013 é 89 milhões de toneladas, das quais 70% devem ser exportadas. Mesmo ainda não tendo solucionado os entraves, o governo aposta nas commodities do agro para manter a balança superavitária em tempos de crise econômica.</p>
<p>Na sexta-feira (1°), ao comentar o déficit de US$ 1,27 bilhão da balança global em fevereiro, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, disse que a colheita das safras de soja e milho a partir de abril contribuirá para reverter os resultados negativos até agora. “A soja em 2012 respondeu por 7% de tudo que o Brasil exportou”, disse.</p>
<p><em>* Com informações da Agência Brasil</em></p>
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		<title>Governo formaliza aumento da quantidade de etanol na gasolina</title>
		<link>http://souagro.com.br/governo-formaliza-aumento-da-quantidade-de-etanol-na-gasolina/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Mar 2013 16:19:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adição]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis]]></category>
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		<category><![CDATA[etanol]]></category>
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		<category><![CDATA[Única]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Mudança entra em vigor dia 1º de maio; Para a Unica, medida melhora o planejamento da produção, estabiliza mercado, garante abastecimento e traz ganhos ambientais</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Redação</p>
<p>Foi publicada nesta sexta-feira (01º), no Diário Oficial da União (DOU), portaria que formaliza o aumento da quantidade de etanol na gasolina de 20% para 25%, a partir de 1º de maio.</p>
<p>O diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cid Caldas, explica que a safra 2013 de cana-de-açúcar começa em abril e desta forma deve haver garantia de fornecimento de etanol. “Isso possibilita elevar a mistura de 20% para 25% na obrigatoriedade de etanol anidro à gasolina”, diz.</p>
<p>Em comunicado, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) assinalou que não há qualquer dificuldade para atender o aumento na mistura, pois a expectativa do setor é de uma safra maior em 2013/2014.</p>
<p>Para a entidade, a medida traz tranquilidade para o setor sucroenergético nacional. O motivo, destaca a presidente executiva da Unica, Elizabeth Farina, é a condição que as empresas ganham para planejar sua produção e comercialização ao longo da próxima safra.</p>
<p>“Sem a decisão formal do governo, os produtores estavam em situação confusa frente a uma decisão que não se concretizava, já que existem diversos tipos de demanda para o etanol a ser produzido na próxima safra, que começa em abril. Agora fica mais fácil planejar e garantir o fornecimento e a tranquilidade para o mercado doméstico”, afirma.</p>
<p>O anúncio permite que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) defina os níveis de contratação de etanol anidro pelas distribuidoras junto às empresas produtoras. Assim, ficam garantidos os volumes de estoque de etanol anidro (o tipo que é misturado à gasolina) para manter estável a oferta durante a entressafra 2013/14, que ocorre entre dezembro deste ano e março de 2014.</p>
<p>É nesta época que os contratos de compra de etanol anidro pelas distribuidoras precisam ser apresentados à ANP, o que vai permitir que o volume de etanol a ser contratado seja conhecido. Isto também definirá estoques que produtores e distribuidoras deverão manter para garantir o abastecimento na próxima entressafra.</p>
<p>Farina lembra que a saúde pública e a qualidade do ar estão entre os principais beneficiados da volta da mistura ao patamar de 25%: “O maior teor de etanol na gasolina reduz as emissões de gases causadores do efeito estufa e das mudanças climáticas, o que significa ar mais limpo e menos internações devido a doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente nas grandes metrópoles”.</p>
<p>Outro ganho importante com a decisão do governo afeta diretamente a logística de distribuição de gasolina, já que a demanda aquecida por gasolina vem obrigando a Petrobras a importar volumes cada vez mais elevados do produto. Com isso, a distribuição perde eficiência, pois precisa ser realizada com caminhões a partir de portos com infraestrutura deficiente ao invés de terminais e dutos.</p>
<p>“A distribuição dessa forma gera atrasos, eleva custos e aumenta o risco de falta do produto, especialmente em regiões mais distantes. Além disso, volumes elevados de gasolina importada prejudicam a balança comercial do País,” explica o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.</p>
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		<item>
		<title>agro, bovina, carnes, exportações, frango, soja, usdaBrasil deve responder por 44% das exportações de soja em dez anos</title>
		<link>http://souagro.com.br/brasil-deve-responder-por-44-das-exportacoes-de-soja-em-dez-anos/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Mar 2013 16:16:33 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Brasil Agro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Departamento de Agricultura dos EUA também projeta liderança brasileira na carne de frango</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Redação</p>
<p>Nos próximos dez anos, o Brasil deve continuar tendo papel fundamental no comércio internacional de produtos agropecuários, aponta relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), divulgado no final de fevereiro.</p>
<p>Segundo o documento, os maiores destaques da pauta agroexportadora do País serão a soja em grão, com participação de 44% nas exportações mundiais, e a carne de frango, com uma fatia de aproximadamente 53% do mercado internacional.</p>
<p>A expectativa do USDA é que o comércio mundial de soja em grão movimente 144,3 milhões de toneladas na safra 2022/23, com o Brasil respondendo por 63,8 milhões de toneladas desse total. O segundo lugar será ocupado pelos Estados Unidos (43,8 milhões de toneladas ou 30% do mercado internacional), com a Argentina ficando na terceira posição (17,5 milhões de toneladas; 12,1%).</p>
<p><em><strong>Carnes</strong></em><br />Em relação à carne de frango, o estudo projeta que a participação brasileira no mercado externo deve ser ainda maior. A previsão é que sejam comercializadas cerca de nove milhões de toneladas entre os países, com o Brasil respondendo por 53% (ou 4,76 milhões de toneladas).</p>
<p>Os Estados Unidos (3,89 milhões; 43,3%) ocupará o segundo lugar, e a União Europeia (1,3 milhão de toneladas; 15%) ficará na terceira posição. <br />Por sua vez, no comércio de carne bovina, a liderança de exportações será da Índia, seguida por Brasil, Estados Unidos e Austrália, respectivamente. Esses quatro países devem responder por 94,7% da exportação nos próximos 10 anos, com o Brasil tendo 23,3% desse mercado.</p>
<p>De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, as projeções apontadas pelo governo norte-americano confirmam as expectativas brasileiras para o posicionamento estratégico do País entre os maiores exportadores agropecuários do mundo. “Os investimentos cada vez maiores nos campos brasileiros têm nos possibilitado fazer uma frente maior entre os grandes mercados mundiais”, afirmou.</p>
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		<title>Um brinde internacional à caipirinha</title>
		<link>http://souagro.com.br/um-brinde-internacional-a-caipirinha/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 16:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil Agro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>EUA reconhecem a cachaça como um produto genuinamente brasileiro; Medida deve contribuir para ampliar as exportacões</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[
<p>Redação*</p>
<p>Uma reivindicação antiga dos produtores brasileiros será atendida em poucos dias pelos Estados Unidos. A partir do dia 11 de abril, o Brasil poderá exportar a cachaça para aquele país, como produto de origem exclusiva.</p>
<p>O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Célio Porto, diz que esse reconhecimento abre o principal mercado do mundo para a cachaça brasileira. “É um passo importante para a exportação de produtos de valor agregado dessa cadeia produtiva. Abre para a cachaça o mercado americano, usando um nome típico conhecido em várias partes do mundo”, ressaltou.</p>
<p>Por determinação do país, o produto era vendido nos EUA como “Brazilian Rum”. Com a nova regulamentação, para ter o nome cachaça no rótulo, a bebida deve ser obrigatoriamente produzida no Brasil e estar de acordo com os padrões brasileiros de identidade e qualidade.</p>
<p>Segundo o secretário da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça do Ministério da Agricultura, Francisco Facundo, essa é uma grande conquista para os produtores da cachaça. “Grande parte do que é produzido no Brasil vai para o mercado doméstico. Com a regulamentação dos EUA, ampliamos as chances de comércio no país”, disse.</p>
<p>Facundo informou ainda que agora os esforços serão voltados para o reconhecimento na Europa. “O Brasil tenta, há alguns anos, o reconhecimento na União Europeia. Esse será o próximo passo”, finalizou.</p>
<p><em>* Com informações do Mapa</em></p>
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