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2 de fevereiro de 2012
Exportações de celulose e papel sobem 6,2%

Receita com vendas externas chegou a US$ 7,2 bi, mas papel ilegal prejudica mercado interno

Redação

Reprodução Sou AgroAs exportações brasileiras do setor de celulose e papel totalizaram US$ 7,2 bilhões em 2011, um crescimento de 6,2% sobre 2010. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) e confirmaram as projeções divulgadas pela entidade em dezembro.

Do total das exportações, US$ 5 bilhões correspondem às exportações de celulose, responsáveis por 69,5% da receita total de exportações do setor no ano passado. Em relação ao papel, a receita de exportações, no acumulado, registrou aumento de 9%, na comparação com 2010, totalizando US$ 2,2 bilhões.

Apesar de ser o centro da instabilidade econômica mundial, a Europa foi o principal destino da celulose brasileira em 2011, totalizando 45,4% da receita de exportação do produto, seguida da China e da América do Norte, respectivamente com 26% e 18,7% da receita de exportação. Já no que diz respeito ao papel, os países da América Latina permaneceram como principal mercado e foram responsáveis por 56,8% da receita de exportação, seguidos por Europa e América do Norte, responsáveis por 17,3% e 9,4% da receita de exportação, respectivamente.

Estabilidade
Em relação à produção, os números permanecem estáveis em relação a 2010: de janeiro a dezembro foram produzidas 14 milhões de toneladas de celulose e 9,9 milhões de toneladas de papel.

As vendas de papel no mercado doméstico também mantiveram-se no mesmo nível de 2010. Na visão da Bracelpa, o motivo para a estagnação das vendas internas é o crescimento das importações. Os papéis que são importados para a produção de livros, jornais e revistas são imunes de impostos, mas, de acordo com a entidade, papéis destinados a outros usos têm sido importados ilegalmente como papel imune. A diferença de preço final pode chegar a 35% por conta desses desvios.

Em 2010, as operações ilegais com papéis declarados imunes movimentaram 620 mil toneladas de papéis de imprimir e escrever e resultaram em uma perda estimada de R$ 411 milhões para os cofres públicos, segundo a estimativa da Bracelpa. A associação não divulgou estimativas para 2011.

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