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O quarto tempo de Milton Neves

Fora das telas, comentarista de futebol, é pecuarista e cafeicultor

Júnior Milério

Milton Neves Filho. Nome herdado do pai e raízes rurais trazidas da infância vivida no sítio Invernada, em Monte Belo (MG). O famoso jornalista esportivo, e santista de coração, nasceu em uma cidade do interior mineiro com cerca de 20 mil habitantes, Muzambinho. O ano era 1951, a data: seis de agosto.

Jornalista, publicitário, empresário, apresentador e palestrante. Mas também pecuarista e cafeicultor. Tudo isto faz de Milton Neves conhecido em todo o Brasil, com seu nome associado, principalmente, a comentários futebolísticos dos mais variados. De elogios sinceros, a críticas polêmicas.

Desde os 10 anos, Milton assistia a jogos de futebol na pequena cidade mineira e, desde então, de maneira sutil, agro e futebol já tinham espaço na vida do futuro jornalista. Entre os times rivais da região daquela época, ainda estão na memória de Milton, “Bandeirante, Comércio e Escola Agrícola”, este último, nome da equipe da tradicional instituição de ensino da cidade.

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Milton Neves: “a agricultura mantém o Brasil de pé. Sem a agricultura a economia do País quebra”

“De agricultura e publicidade eu entendo um pouquinho”, diz Milton. Ele que também é conhecido como “homem-propaganda” e já estampou, inclusive, uma embalagem de café, o “Café Milton Neves”, que esteve nas prateleiras dos supermercados entre 2008 e 2010. “Em Muzambinho, Monte Belo e Guaxupé, tenho plantação de café e criação de gado Nelore”, conta ao Sou Agro.

Ele também afirma convicto: “a agricultura mantém o Brasil de pé. Sem a agricultura a economia do País quebra”. Para Milton, os brasileiros precisam entender melhor a importância do agro. “Muitos nunca viram capituva, chorão, picão, capim gordura. E também nunca sentiram o cheiro de esterco de vaca”, diz em tom polêmico, o caricato jornalista.

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Entre 2008 e 2010, o "Café Milton Neves" esteve nas prateleiras de supermercados do Brasil

No futebol, o comentarista descreve passes de fenômenos da bola com maestria, mas também acredita que, “mais importante do que os campos de futebol são os campos de nossas zonas rurais, os campos da roça”. E sua sabedoria no agro também inclui preocupação com o meio ambiente, ele sabe e diz que “nós agricultores cuidamos da terra com o mesmo cuidado que cuidamos dos filhos”.

O menino que observava jogos de futebol por cima do muro, no estádio com capacidade para apenas 1,5 mil torcedores, não imaginava que hoje, na rede social twitter, mais de 330 mil pessoas aguardam por seus comentários, seja sobre futebol, seja sobre o agro brasileiro. E Milton finaliza brincando, “acho ótima a iniciativa Sou Agro. E vocês deveriam ter me chamado para participar da campanha”. Afinal, segundo ele, “com o marketing e o jornalismo também planto e crio”.

2 comentários para O quarto tempo de Milton Neves

  1. Jorge Klegin disse:

    Brilhante a história de Milton Neves.
    Assisto-o quase todos terceiro tempo com ele, mas não imaginava que ele por ser um jornalista tão afamado, gastava tanto da zona rural como descreve.
    Fico feliz por saber que pessoas famosas também se preocupam com nosso agro brasileiro, pois temos muitas coisas a desvendar e cativar, para um sucesso maior, não tendo que depender apenas dos politicos.
    Parabéns pela reportagem, grande abraço

  2. Parabéns,pelo seu investimento no agronegócio brasileiro. Maria Helena.

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