Segundo presidente da entidade, os termos aprovados pelos senadores permitirão ao setor cumprir os planos de aplicar US$ 20 bilhões nos próximos anos
Agência Estado
O texto do Código Florestal aprovado pelo Senado, e em processo de análise pela Câmara, foi bem recebido pela indústria de papel e celulose.
Segundo a presidente da Bracelpa, principal entidade do setor, Elizabeth de Carvalhaes, os termos aprovados pelos senadores permitirão ao setor cumprir os planos de investir aproximadamente US$ 20 bilhões ao longo dos próximos anos.
“Esses investimentos necessitavam de segurança jurídica”, afirmou. Na visão da executiva, o texto apresenta equilíbrio entre a conservação e a atividade produtiva no Brasil, assim como representa uma “linha legal sólida para o desenvolvimento do País”.
O setor de papel e celulose prevê mais do que dobrar a atual área de florestas plantadas, de 7 milhões de hectares para mais de 14 milhões de hectares até o final da década.
Mas se por um lado o conteúdo aprovado recebe apenas elogios, a demora na votação foi duramente criticada por Elizabeth. “Não vejo razões plausíveis que justifiquem a não votação em 2011″, disse.
Estima-se que a votação do projeto pela Câmara ocorra apenas em março do próximo ano.
Estrangeiros
Resolvida a situação do Código Florestal, o tema que deve voltar às mesas de discussões é a decisão do governo brasileiro de restringir o investimento de grupos estrangeiros em terras no território brasileiro.
Durante entrevista coletiva para falar sobre as projeções de encerramento de ano do setor, Elizabeth destacou que espera que o tema seja resolvido, a fim de evitar que o Brasil perca investimentos importantes no setor.
Da mesma forma, a executiva aguarda novidades em termos da ampliação do controle ao uso do produto imune usado ilegalmente. O objetivo da entidade é expandir o sistema (conhecido como Recopi) aplicado apenas em São Paulo para todo o a País.
O tema deverá ser discutido em reunião do Confaz prevista para hoje, segundo Elizabeth. Outro tema que a Bracelpa pretende levar à discussão ao longo de 2012 é a extensão do Reintegra para o mercado de celulose.
O projeto que concede incentivo fiscal à exportação de produtos manufaturados beneficia os fabricantes de papéis, mas não contempla a produção de celulose.
“Continuamos a esclarecer o governo sobre a produção de celulose e a negociar”, revelou a executivo.




















participe nas redes sociais