Limite do governo local sobre as exportações, que obriga o produtor rural a vender o grão com expressivo deságio é o principal motivo para o recuo da área plantada
Agência Estado
Produtores da Argentina devem continuar reduzindo a área plantada com trigo, por causa dos limites do governo sobre as exportações, que os obrigam a vender o grão com um expressivo deságio. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu nesta quinta-feira sua estimativa de área plantada 2012/13 para 3,7 milhões de hectares, menos do que os 3,8 milhões de hectares esperados na semana passada.
A redução da estimativa se deve à queda do cultivo em áreas do norte do Cinturão do Milho, na medida em que a janela de plantio se aproxima do fim, comentou o analista da bolsa Esteban Copati. Até o momento, 64,3% da safra de trigo foi plantada. Apesar das excelentes condições para as lavouras, com chuvas constantes, a expectativa de redução na área plantada com trigo se deve à queda dos preços locais, em virtude dos limites de exportação do grão.
Durante o ano-safra 2011/2, foram cultivados 4,6 milhões de hectares de trigo, menos do que os 5,9 milhões de hectares obtidos em 2007/08, ciclo em que o governo começou a controlar rigorosamente as exportações. Na temporada 2001/02, 7,1 milhões de hectares foram plantados com trigo, segundo o ministério de agricultura do país.
No mês passado o governo afirmou que seus planos de permitir a exportação de 6 milhões de toneladas de trigo da safra 2012/13, que está sendo plantada. A demanda doméstica é estimada em 6,5 milhões de toneladas, de modo que a produção totalizaria cerca de 12,5 milhões de toneladas em 2012/13. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima a safra de trigo da Argentina em 12 milhões de toneladas. As informações são da Dow Jones.





















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